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Artigo para Pais

 

"A Boa Notícia do Dia"
Dicionário de crianças colombianas surpreende adultos

São definições cheia de poesia e sabedoria, apesar da pouca idade de seus autores. Ou talvez por isso mesmo.
O dicionário está no livro “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”, uma obra que surpreendeu ao se tornar o maior sucesso da Feira Internacional do Livro de Bogotá, no final do mês de abril. A surpresa aconteceu especialmente porque o livro foi publicado pela primeira vez na Colômbia em 1999 e reeditado no início desse ano.
As definições - quase 500, para um total de 133 palavras diferentes - foram compiladas durante um período “entre oito e dez anos”, enquanto Javier Naranjo trabalhava como professor em escolas rurais do leste do país.
Ele diz que teve a ideia de pedir aos alunos uma definição do que era uma criança, em uma comemoração do dia das crianças. “Me lembro de uma definição que era: ‘uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo'. Eu adorei, me pareceu perfeita.”
Veja as melhores definições:
Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma.
Branco: O branco é uma cor que não pinta.
Céu: De onde sai o dia.
Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos.
Deus: É o amor com cabelo grande e poderes.
Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz.
Inveja: Atirar pedras nos amigos.
Igreja: Onde a pessoa vai pedir perdão a Deus.
Lua: É o que nos dá a noite.
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir.
Paz: Quando a pessoa se perdoa.
Tempo: Coisa que passa para lembrar.
Violência: Parte ruim da paz.

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Cinco Caminhos para o Bem Estar

Segundo especialistas, os otimistas, têm mais chance de serem felizes. Um fator importante para conseguir superar a dificuldade é o otimismo. “Os otimistas são mais esperançosos, resilientes, saudáveis e têm um desempenho melhor do que o esperado no trabalho, na escola e nas relações”, afirma Martin Seligman. “Eles pensam que os efeitos das dificuldades são temporários, e suas causas, específicas, delimitadas. E que a realidade é mutável.”

É consenso entre os pesquisadores que grande parte da felicidade, assim como a personalidade, é determinada já no nascimento. “A genética explica quase metade da variação da felicidade”, diz Ragnhild Bang Nes, do Instituto de Saúde Pública da Noruega. Mas, se a felicidade já está inscrita nos genes, não podemos alterá-la? Segundo Martin Seligman, é possível aumentar a duração e a intensidade das emoções positivas, mas a melhoria esbarra num teto: a personalidade de cada um. O conformismo, então, é o que nos resta? Não, responde Seligman. Para ele, a principal vantagem da teoria do bem-estar é permitir a qualquer um, independentemente de sua personalidade ou condição de vida, avançar para uma situação melhor. Como viver bem dependeria não só das emoções positivas, mas também de outros quatro fatores, cada um pode encontrar seu próprio caminho. “Minha razão para negar um lugar privilegiado para a emoção positiva é a libertação”, afirma o psicólogo em seu livro. “A visão de que a felicidade está ligada ao humor condena 50% da população do mundo, que é introvertida, ao inferno da infelicidade.” Na teoria do bem-estar, ou do florescimento, quem não é “para cima” pode compensar adicionando propósito e engajamento à própria vida. Por esse raciocínio, nem todo mundo conseguiria ser exatamente feliz, mas todos podem viver bem.

Saber disso tira uma tonelada de ansiedade de nossos ombros. Em vez de tentar se adaptar a outro jeito de ser, de buscar o bem-estar em terras longínquas, é possível cultivar um jeito próprio de viver bem certo traz uma satisfação indescritível..

. Como diz o historiador Richard Schoch, autor do recém-lançado A história da (in)felicidade , quando a felicidade está ligada a algumas condições, deixa de ser um direito de todo ser humano e se torna um privilégio de poucos. Ele diz que basta que tenhamos nascido para termos o direito e a capacidade de ser feliz. Para que esse objetivo não pese sobre nossos ombros, em vez de nos lançarmos numa incessante busca da felicidade – muitas vezes infrutífera –, deveríamos apenas descobrir como viver bem, a nossa própria maneira.

 

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